CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 23 de julho de 2010
O porta-voz vaticano confirmou que, há alguns dias, Bento XVI começou a preparar o terceiro volume da sua grande obra sobre Jesus, dedicado aos “Evangelhos da infância”.
O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, revela que, “depois de entregar, nos meses passados, o manuscrito do segundo volume, dedicado à Paixão e à Ressurreição, (…), Bento XVI começou agora a terceira e última parte” da sua obra sobre “Jesus de Nazaré”.
O porta-voz explica que, “como puderam constatar os próprios fiéis ao ver o Papa por ocasião do Ângelus, no domingo passado, Bento XVI, depois de poucos dias em Castel Gandolfo, parece revigorizado e sorridente, e começou imediatamente a dedicar-se à atividade de leitura e estudo que, ainda que requeira empenho, não o cansa”.
“E agora – como se escreveu –, começou a trabalhar para contemplar sua obra sobre Jesus. Está claro, portanto, quão importante é para ele acabar este grande projeto que começou há alguns anos.”
No prefácio ao primeiro volume, o Papa recordava que começou a trabalhar nele “durante as férias de verão de 2003”, quendo era cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e que deu forma definitiva aos capítulos de 1 a 4 de agosto de 2004.
Depois acrescentou: “Depois da minha eleição à sede episcopal de Roma, dediquei todos os momentos livres para levar adiante o livro”.
O Pe. Lombardi explica que, “por ocasião do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, muitas intervenções sublinharam a importância crucial desta obra do Papa como modelo de leitura teológica e espiritual dos Evangelhos, como guia para que os crentes encontrem, através dos Evangelhos, a pessoa de Jesus: 'o Jesus real, o Jesus histórico, em seu verdadeiro sentido'”.
Portanto, conclui o porta-voz, o sentido do livro é “levar-nos a encontrar Jesus. Trata-se do próprio coração do serviço do sucessor de Pedro para a Igreja e para os homens de todos os tempos. Bento XVI dedica a isso suas 'férias'. Obrigado. Boas férias, Santo Padre!”.
Prefeito de Madri: ¨Será a melhor Jornada Mundial da Juventude¨
Firmado convênio de colaboração com o arcebispado
Por Nieves San Martín
MADRI, quinta-feira, 22 de julho de 2010 O cardeal Antonio María Rouco Varela e o prefeito de Madri, Alberto Ruiz Gallardón, assinaram nessa terça-feira um convênio de colaboração entre município e arcebispado, para estabelecer canais de colaboração nos preparativos e realização da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Madri acolherá dois milhões de jovens para participar da XXVI JMJ, que acontecerá na terceira semana de agosto de 2011, com a presença do Papa Bento XVI.
Em sua intervenção no ato de assinatura do convênio, o cardeal Varela garantiu que Madri será reconhecida pela “qualidade humana dos jovens que virão, e que vão conquistar os corações dos madrilenhos”. Também destacou que a JMJ “é um acontecimento que expressa a vida da juventude da Igreja em seus atos litúrgicos e em torno da Palavra de Deus”. Segundo o prelado, a JMJ “trará à cidade paz e bem, além de respostas que satisfarão o coração dos jovens”.
O cardeal Rouco anunciou que nestas datas estarão em Madri cerca de mil bispos de todo o mundo para participar da festa de uma juventude “alegre, bela, inteligente e festiva”.
Por sua vez, o prefeito da cidade, Alberto Ruiz Gallardón, destacou que a celebração da JMJ fará “um acontecimento de transcendência excepcional para a cidade, cujo êxito requer esforço igualmente extraordinário por parte de todos”.
O acordo aborda diversos aspectos para a coordenação entre a administração local e os organizadores da JMJ. O município irá ceder espaços como colégios públicos e poliesportivos para alojar os jovens. Também se disponibilizarão espaços para os encontros dos jovens, e serão cedidas instalações para a celebração de eventos culturais. O município garantirá ainda o apoio da Polícia Municipal. A administração local também se comprometeu a instalar um relógio de contagem regressiva num lugar emblemático da cidade.
Ruiz Gallardón destacou também que “Madri não só estará à altura, mas também superará todas as expectativas para fazer desta a melhor Jornada Mundial da Juventude de todas as celebradas até agora”.
As administrações públicas colaboram na organização do acontecimento, facilitando o uso de instalações e serviços públicos, mas não contribuem economicamente. O financiamento da JMJ provém das contribuições dos jovens que participarão e das empresas patrocinadoras.
A inscrição para participar da JMJ iniciou este mês. Segundo o cardeal, “já se inscreveram milhares de jovens de cerca de cem países”.